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Via EMDAGRO – texto na íntegra

Equipes da fiscalização da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) e da Delegacia de Repressão a Crimes Rurais da Polícia Civil realizaram operação conjunta, no último dia 11 de março, em Cedro de São João, para averiguação de denúncia de prática de abate clandestino de gado na propriedade Cajazeira. Nenhum animal vivo ou abatido foi encontrado, mas fiscais e policiais encontraram restos de animais, como ossos e couros, demonstrando a prática do abate no local.

Segundo o fiscal agropecuário da Emdagro, Ruy Fernando, o papel da empresa é a verificação documental dos animais. “A nossa parte de fiscalização agropecuária é quanto aos documentos, para saber a origem e a procedência do animal, assim como o seu estado de saúde. O local é clandestino e a procedência das reses é duvidosa, o que pode gerar grandes riscos à saúde das pessoas e à sanidade bovina do Estado”, salientou o fiscal. Para a Polícia, além de a prática ser ilegal, também há indícios de que os animais que abastecem o matadouro clandestino advenham de roubos e furtos, o que será alvo de investigação por parte da Delegacia de Repressão a Crimes Rurais.

Serviço essencial

Consideradas como serviço essencial, as ações da vigilância agropecuária da Emdagro não pararam no período de pandemia. Por ser um dos mecanismos mais importantes para a manutenção da saúde pública e do desenvolvimento econômico do Estado, a defesa agropecuária realizou, em 2020, 8.136 fiscalizações de carga animal e 11.051 de carga vegetal. Em Sergipe, as ações regulares e efetivas de controle e fiscalização de animais e produtos agrícolas são desempenhadas pelas equipes do serviço oficial, que atuam nos postos fixos de Cristinápolis, Canindé de São Francisco, Porto da Folha e Propriá; além das fiscalizações realizadas pelas equipes volantes em pontos considerados estratégicos, de forma aleatória e semanalmente, em acessos a feiras, frigoríficos, eventos agropecuários e em situações como a da propriedade Cajazeiras – a partir de denúncias da sociedade.

“As ações de vigilância agropecuária têm sido reconhecidas como essenciais pelo Governo Estadual durante a pandemia do novo coronavírus”, segundo afirma a Coordenadora de Controle Agropecuário da Emdagro, Lucyla Flor. De acordo com ela, a manutenção das fiscalizações evita a vulnerabilidade da agropecuária sergipana à ocorrência de doenças e pragas que prejudicariam a economia, criando barreiras para o desenvolvimento do agronegócio, que envolve o comércio de animais, vegetais e seus subprodutos. Além de evitar a entrada de mercadorias com risco zoossanitário, fitossanitário ou sanitário no Estado, a vigilância agropecuária também garante que os produtos brasileiros atendam às exigências do mercado internacional.

“Uma praga ou doença como a febre aftosa, por exemplo, acarretaria grandes perdas, como embargos econômicos em nível internacional, sendo este o principal efeito comercial da doença, além das perdas diretas que provocam queda da produção animal e prejuízo para o produtor rural”, analisa a Diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade. Ela reforça que é graças ao aprimoramento dos serviços veterinários, a exemplo dos atendimentos emergenciais e da fiscalização, que Sergipe garante o status de zona livre de febre aftosa com vacinação, e avança para uma próxima etapa de retirada da vacina.

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