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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (6/4) a Operação SEVANDIJA, que investiga fatos relacionados a possíveis práticas de crimes contra o auxílio emergencial, que fora instituído por lei com o fim de amenizar as consequências socioeconômicas advindas da pandemia de COVID-19. O nome da Operação, SEVANDIJA, faz alusão ao ser que tira proveito de outro; que vive à custa alheia, causando-lhe danos.

Durante a ação, a PF cumpriu 4 mandados judiciais de busca e apreensão na cidade de Manaus/AM. As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Criminal da Justiça Federal do Amazonas. No cumprimento dos mandados, um dos investigados foi preso em flagrante delito por tráfico de entorpecentes, por ter em depósito grande quantidade de substância com características similares à maconha. Os indiciados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de pertencimento a organização criminosa e furto qualificado mediante fraude. Se condenados, poderão cumprir pena de até 16 anos de reclusão.

Segundo as investigações, os criminosos realizam operações fraudulentas com o intuito de desviar os valores destinados a pessoas cadastradas para receber o Auxílio Emergencial no lugar delas. A Polícia Federal constatou que o golpe é aplicado em âmbito nacional, mediante cadastro (via aplicativo CAIXA Tem ou site) em nome de terceiros. Com a disposição dos valores nas respectivas contas sociais fraudadas, os membros da organização realizam pagamentos, por meio de boletos, bem como realizam transferência bancárias fraudulentas, a fim de receberem os recursos desviados.

Já no Paraná, durante a “Operação Checker”, os federais deram cumprimento a 2 Mandados de Busca e Apreensão e a 2 Mandados de Prisão Preventiva, expedidos pela Vara Federal de Umuarama/PR. As medidas adotadas hoje visam a desmantelar esquema e identificar possível envolvimento de organização criminosa.

Os investigados faziam uso de programas de computador geradores de CPFs e softwares chamados “checkers”, que indicavam os titulares aptos a receberem o Auxílio Emergencial. Os saques eram realizados diretamente no caixa eletrônico, na agência bancária, ou então, quando em valores maiores, por meio de transferência através do sistema PIX.

O líder do esquema já foi investigado por outros crimes similares, coordenando golpes anteriores, na região de Umuarama, envolvendo falsificação de documentos. Ele atuava no saque fraudulento do Auxílio Emergencial, com a utilização de softwares desenvolvidos por hackers, desde o início do programa.Estima-se que o prejuízo causado às vítimas das referidas fraudes, bem como aos cofres públicos, apenas pelos levantamentos iniciais, seja próximo a R$ 1 milhão, sem considerar outros potenciais envolvidos, o que será possível investigar a partir da análise do material arrecadado.

Com informações da Polícia Federal do Amazonas e do Paraná

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