Compartilhe:

Via Agência Reuters – texto na íntegra

O ministro da Defesa da Colômbia na segunda-feira culpou grupos armados ilegais por saques e vandalismo durante cinco dias de protestos de rua, mas não confirmou quantos manifestantes morreram.

Os protestos, que começaram na semana passada, exigiam a retirada de uma polêmica reforma tributária proposta pelo governo do presidente Ivan Duque, que afirmou no domingo que a legislação seria retirada.

As manifestações continuaram no domingo na capital, Bogotá, e outras cidades, incluindo Medellín e Cali, apesar do anúncio.

“A Colômbia enfrenta ameaças específicas de organizações criminosas que estão por trás desses atos violentos”, disse o ministro da Defesa, Diego Molano, em uma entrevista coletiva, acrescentando que os vândalos não são aqueles que marcham pacificamente.

Molano citou informações de inteligência em sua alegação, mas não ofereceu mais evidências.

Os vândalos foram financiados e organizados por guerrilheiros de esquerda do Exército de Libertação Nacional (ELN) e ex-rebeldes das FARC que rejeitam um acordo de paz de 2016, acrescentou Molano.

“Estamos tristes por todos aqueles que perderam suas vidas devido a ações criminosas durante esses protestos”, disse Molano.

Ele não deu detalhes específicos sobre o número de mortos, dizendo que o gabinete do procurador-geral iria investigar.

O ombudsman nacional de direitos humanos relatou que 16 civis e um policial foram mortos durante cinco dias de protestos, enquanto a procuradoria informou no domingo que está investigando conexões entre os protestos e 14 mortes violentas.

Um grupo local de direitos humanos relatou mais de 20 mortes.

Vinte e seis acusações de brutalidade policial durante os protestos estão sendo investigadas, disse o general Jorge Luis Vargas, diretor da Polícia Nacional da Colômbia.

Sindicatos de motoristas de caminhão e de taxistas, que ameaçaram se juntar aos protestos na segunda-feira, desistiram das greves após a retirada da reforma tributária.

A prefeita de Bogotá, Claudia Lopez, disse que 25% do sistema de transporte de massa da capital estava fora de serviço devido ao vandalismo e pediu aos participantes das marchas que fizessem o teste de COVID-19.

Um grande sindicato disse em uma mensagem no Twitter que faria outra greve nacional na quarta-feira para protestar contra a reforma da saúde, entre outras coisas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *