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Os mais antigos mosteiros conhecidos no Egito até então remontam ao século V. Graças à areia do deserto e à ausência de umidade, construções, cerâmicas e textos foram encontrados em excepcional estado de conservação.

Via Vatican News – texto na íntegra

Remonta ao século IV e é o mais antigo mosteiro cristão conhecido no Egito. A sensacional descoberta publicada em março passado é o resultado da missão arqueológica franco-norueguesa, liderada pelo Institut français d’archéologie Oriental no sítio de Tal Ganoub Qasr-al Agouz, no Oásis Bahariya.

Trata-se de seis eremitérios separados que funcionavam juntos, mas de forma independente. As condições de conservação dessas construções de basalto, escavadas na rocha ou feitas de tijolos de argila, são excepcionais. Nas paredes há grafite, inscrições em grego e pinturas relacionadas à cultura copta.

“Esses dormitórios – explica ao Vatican News o chefe da missão Victor Ghica, da Escola Norueguesa de Teologia, Religião e Sociedade, especialista em arqueologia da antiguidade tardia, cristianismo do século IV e papirologia copta – estão preservados até o teto e é incrível se pensarmos que datam de 15 séculos atrás, ou talvez até mais”. Eles chegaram íntegros até nós graças à areia do deserto e à ausência de umidade. A maior surpresa foi a presença dos textos: agora eles serão objeto de um estudo aprofundado, que também incluirá as cerâmicas.

A datação do século IV foi possível graças aos exames de radio-carbono. Até agora, os mosteiros mais antigos do Egito conhecidos eram do século V. A descoberta é, portanto, muito importante para o estudo do cristianismo primitivo e do monaquismo no Egito.

Vatican News Service – PO

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