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Logo após a divulgação do cronograma para vacinação contra a COVID-19 dos profissionais da Educação por parte do Governo de Sergipe, o SINTESE, que representa os professores de todo o Estado, excetuando-se a rede municipal da capital, afirma que o “plano de vacinação” ocorreu após a greve iniciada pelo magistério.

Em texto lançado em seu site oficial, a instituição diz que o anúncio para imunização dos profissionais é importante mas que a greve pela vida continua e que ela só terminará com o atendimento das reivindicações que são: vacinação e imunização dos trabalhadores e trabalhadoras da Educação, testagem em massa e periódica dos estudantes, condições sanitárias das unidades de ensino e a definição para suspensão das aulas caso ocorra contaminação pela Covid-19.

“Continuamos com o entendimento de que é fundamental que a determinação do retorno as aulas presenciais seja suspensa e somente após a plena imunização (de acordo com os prazos estabelecidos pelas vacinas) dos trabalhadores da Educação, condições sanitárias das escolas, testagem dos estudantes e protocolos para suspensão das aulas caso ocorra contaminação, pois continuar com aulas presenciais somente com a primeira etapa da vacinação não contribui para o processo de imunização”, afirma o vice-presidente do SINTESE, Roberto Silva dos Santos.

Desde o último dia 10 de maio, quando o decreto governamental autorizou o retorno das atividades presenciais do 1º e 2º anos do Ensino Fundamental, os professores estão em greve de aulas presenciais em protesto contra a ação e as atividades seguem na modalidade remota através de inúmeras plataformas e métodos. O Ensino Infantil já estava em funcionamento desde o mês de abril, pelo menos em muitas instituições particulares.

Para o sindicato, há preocupação quanto ao número de pacientes que esperam por leito de UTI, tendo em vista que Sergipe figura-se entre os dez estados com maiores filas de espera.

A partir da segunda-feira, dia 24 de maio, professores, merendeiras, vigilantes, oficiais administrativos e executores de serviços básicos, todos com faixa etária entre os 45 e 59 anos e que estão em atividade ou vão atuar em creches, pré-escolas e nas séries iniciais do ensino fundamental, ou seja, primeiro e segundo ano, serão vacinados.

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