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Logo na segunda-feira, 28 de junho, o Brasil toma conhecimento da morte de um garoto de 6 anos de idade, em Caratinga, Minas Gerais. O crime, cujo autor foi o próprio pai da criança, teve como motivação o fato do garoto não ter conseguido fazer sua tarefa escolar, o dever de casa.

Após se irritar porque o filho não conseguia entender as questões, mesmo com as orientações que recebia, o pai, que estava embriagado, teria socado o menino, finalizando com uma rasteira. Com a queda, ele bateu a cabeça na quina de um móvel e entrou em convulsão.

Após inúmeras tentativas de reanimar o filho, incluindo um banho frio, o pai conduz a criança até a UPA de Caratinga. A equipe plantonista, estranhando a estado do homem e as lesões do garoto, acionou a PM. Levado à delegacia, o pai, que já tinha passagem pela polícia por homicídio, confessou as agressões.

A situação é apenas mais uma dentre os casos que envolveram menores ocorridos essa semana no país. Na sexta-feira, dia 02 de julho, um incêndio numa residência da Rua Euchário Rebouças de Carvalho, Villa Guilherme, zona norte de São Paulo vitimou três crianças.

Dois casais moram na casa, num total de quatro adultos e quatro crianças. Duas crianças de 2 anos e uma outra de 5 anos morreram e dois adultos foram levados ao hospital por terem inalado fumaça.

Também na sexta-feira, veio à tona a notícia da prisão de um homem acusado de abusar sexualmente de um garoto de 12 anos. Os abusos, cometidos por um amigo do pai do adolescente, ocorriam há pelo menos 3 anos.

Tudo teve início quando o garoto leu uma matéria jornalística sobre o que é abuso e procurou a tia para relatar que aquela situação ocorria também com ele. A partir da conversa, o próprio menor fez denúncia.

Três anos antes, o pai da vítima, divorciado, convidou um amigo da empresa, um conhecido de dez anos de trabalho, para morar com ele e seus filhos, em Belo Horizonte-MG. Mal sabia que esse amigo iria abusar sexualmente de seus dois filhos. O criminoso, que estava escondido em Serra-ES, foi preso e transferido de avião para Belo Horizonte.

Nas frias madrugadas da zona leste paulista, o casal Gabriel e Gisele acampam no gramado da praça em Belenzinho no aguardo de uma vaga no abrigo municipal. Enquanto isso, o pequeno Moisés, de apenas quatro meses, resiste, bravamente, às temperaturas baixíssimas, as mesmas que mataram, também essa semana, 4 pessoas na Praça da Sé, no centro de São Paulo.

Casos de espancamentos que acabaram por vitimar menores estiveram presentes com constância nos noticiários. A maioria das ocorrências envolviam os pais, responsáveis ou pessoas próximas às famílias.

A pandemia pintou com uma cor viva os perigos e desafios que as crianças brasileiras estão sujeitas. Com as escolas fechadas, muitas delas tornaram-se presas fáceis para todo tipo de crueldade ou mesmo imprudência. Por isso, a importância de denunciar qualquer tipo de suspeita de maus-tratos à menores.

O empenho das forças policiais em elucidar os crimes não é acompanhado por políticas públicas mais contundentes capazes de proporcionar segurança e bem-estar nesta fase de desenvolvimento do ser humano, considerada a mais importante da vida.

Sobre as atividades escolares presenciais, o Governo de Sergipe liberou o retorno de todas as turmas e níveis no próximo dia 21 de julho. Resta saber se, de fato, por questões e protocolos sanitários, os alunos poderão, enfim, retornar para a escola, local que se evidenciou mais seguro para as crianças estarem.

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