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Programada para ocorrer na terça-feira, 17 de agosto, o retorno presencial das atividades educacionais no Estado de Sergipe ainda é uma incógnita. Se, de um lado, o governo estadual afirma e reafirma ter realizado vultuosos investimentos nas escolas públicas, preparando-as para um retorno seguro, do outro, os professores afirmam que ainda se sentem inseguros para o retorno pois muitos profissionais da educação não tomaram a segunda dose da vacina contra a COVID-19, além de exigirem condições sanitárias e pedagógicas mínimas.

Em assembleia unificada do SINTESE, que representa 74 municípios sergipanos e toda a rede estadual, os professores decidiram, na noite de ontem, 11 de agosto, manter o estado de greve deflagrado em 10 de maio de 2021, e não voltarão, pelo menos por enquanto, a lecionar na modalidade presencial.

“Os professores e professoras continuam em greve em defesa da vida e só voltaremos quando as condições mínimas forem garantidas que são elas: imunização completa dos trabalhadores da educação, condições pedagógicas e sanitárias das escolas. Enquanto isso não for garantido permaneceremos em greve.” Foi o que afirmou a presidenta do SINTESE, Ivonete Cruz.

Na última terça-feira, a Secretaria de Estado da Educação divulgou nota pública na qual informa, entre outras coisas, o investimento de R$ 62 milhões, sendo R$ 13 milhões exclusivamente aplicados em medidas de biossegurança. Através do Programa Carência Zero, foram contratados 518 professores que já passaram por formação e estão atuando em aulas remotas na rede estadual de ensino, além de 146 merendeiros e 174 executores de serviços básicos para escolas de todo o estado.

Ministrando aulas de forma remota, os professores solicitam a formação de um Comitê, composto pela Secretaria de Estado da Educação, pelo SINTESE e outras entidades, para debater os desafios do ensino e da aprendizagem após um ano e meio de aulas remotas, bem como medidas que prezem pela segurança de toda a comunidade escolar.

O SINTESE afirmou que “voltar as aulas presenciais é uma vontade de toda a categoria, pois os integrantes do magistério compreendem que o espaço escolar é onde se constrói o conhecimento e também amplia as relações sociais dos estudantes. Por isso, desde que se começou a tratar do retorno às aulas presenciais o sindicato tem reivindicado às condições de segurança”.

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